Pessoas Lindas!

domingo, 29 de agosto de 2010

Ah, os Músicos...

Pierre Salloum

'Ah, os Músicos' é uma frase que sempre digo.
Casei com um músico e acho fantástico esse universo 'deles'.
Músicos são o máximo.
Quem já não teve um ídolo músico na adolescência?
E a turma, os amigos músicos? Sempre animados, interessantes, adoro.

Morro de inveja quando eles chegam, cada um pega um instrumento e começam a tocar, e se divertem, compõem, ensaiam... eu falo pro meu marido: 'Pô, bailarina não é assim. Já viu bailarina 'juntar' a galera e ficar dançando, numa boa?'
Eu nunca vi, não quando não é 'combinado'.

Bailarina é bicho estranho, a gente se mata de treinar e só dança de curtição quando tem festa agendada e com propósito. E ainda assim, quando sai um improviso, bóra lá a gente ficar avaliando, comparando, que estresse!

Músicos, não.
Tem sempre um som rolando, uma conversa nova, uma idéia criativa, sem cobrança exacerbada, sem compromisso rígido. E é um tal de 'me empresta o microfone? me empresta a caixa? me empresta o cubo?' e todo mundo se ajuda, se apóia.
Bailarina que empresta véu, traje é coisa rara... mas existe, ainda bem!
Assim como também tem os músicos 'do mal', cheios de ego e presunção.
Mas eu tenho a sorte de conviver com o lado bom da coisa, ufa!

Aprendo muito com eles e sou suspeita, porque sou apaixonada por músicos, uma paixão de fã mesmo, admiradora convicta dos 'criadores de emoção'.
Li a biografia dos meus ídolos (Ray Charles, Nat King Cole e Gilberto Gil) e todos tem em comum essa intensidade, essa vida rica em experiências e ávidos pelo conhecimento.
E os mais próximos de mim podem confirmar: sempre tem um cd tocando em minha casa. Ouço desde cantos indígenas a ópera, rock, blues, trilhas e um sem fim de sonoridades. E dá-lhe cd's de música francesa, japonesa, paquestanesa, adoroooo!
E todos sabem como meu marido é sempre presente na concepção dos meus eventos, ele é uma das poucas pessoas que eu deixo dar palpite. E se ele fala, eu ouço!

Mas tudo isso é pra dizer que entrou no ar uma entrevista feita por e-mail, com um músico fantástico, direto do Líbano: Pierre Salloum.

Por uma dessas sincronicidades da vida, esse músico que eu vi e revi no dvd de Ritmos da Lulu (junto com o Ícone Mahamoud el Masri, ai que inveja da Rô que tem ele lá pertinho! gente, será que um dia ele fala comigo, Rô?) enfim, eu assistia direto esse dvd pra estudos e, anos depois, olha o Pierre, me enviando um mail pra elogiar as entrevistas do site.

Papo vai, papo vem, eu que não sou boba, convidei o moço pra uma entrevista e ele de bom grado, respondeu, com uma sinceridade incrível, vocês vão ver! Pena que por mail é limitado, mas acho que o pouco que a entrevista conta, já dá pra sacar muito da sinceridade do Pierre e aproveitar as dicas dele.

É isso!

Visitem o site, e depois me digam o que acharam.
E em breve mais entrevistas internacionais a caminho, vocês vão adorar!
beijo todas,
Lu

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O Agora


''A vida é tecida com os fios disponíveis de cada agora.
De cada respiro.
De cada ação.
De cada acontecimento.
De cada sabor.
É essa tecelã que olha para você neste instante e me olha também.
O que ainda não veio, quem sabe?
Eu não sei.''

autoria: Ana Jacomo

***
só sei que o Universo olha tudo, registra e depois manda a conta... e eu aqui, pensando, pensando, tentando entender tanta coisa da vida, de viver a vida, a quinze dias de fazer 34 anos, tão sem vontade de comemorar... e tudo que me vem é que eu não sei é nada!
e... quem sabe?
eu também não sei...

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Gosto muito dela...

A primeira vez que a vi dançar, chorei. Ela olhou para mim,sorriu e fiquei completamente hipnotizada.
Se houvesse duas palavras para definí-la, seriam essas (ao menos para mim): Força Interior.

Dessas Feiticeiras antigas, misteriosa, cheia de magia, luz e encantamento.
Jade é, para mim, uma das bailarinas mais expressivas quando dança. O olhar dela diz muito, diz tudo. Uma força incrível.

Eu a encontrei em 2005 acho, no workhop da Dina, e ficava reparando como ela era como 'aluna'. Incansável, observadora, focada.
No intervalo, fui falar com ela, pedi uma foto, coisa de fã mesmo.
Ela sorriu e disse 'Só se for agora'. Lembro bem disso, porque:
1-nunca imaginei uma Jade que fumava shisha, usava camiseta e dizia esse tipo de coisa 'só se for agora';
2-ela me abraçou, disse que lia meu site e meu cabelo estava diferente - eu JAMAIS imaginava que Jade me 'conhecia' e, ainda mais, lia o site. detalhe: meu cabelo parecia uma bucha vegetal,como ela foi gentil.

Bem, eu tenho essa foto em algum lugar, mas to com uma preguiça imensa, prometo que dia desses coloco aqui.

Anos depois, Jade concedeu entrevista pro site e foi uma das mais comentadas. Até então nunca uma bailarina havia se mostrado tão por inteiro, sem frescuras ou pose de diva.

Volta e meia trocávamos e-mails,eu cheia de dúvidas e ela sempre com poesia, inspirações e dicas nada superficiais.

Esse ano, tive o prazer de vê-la na Khan el Khalili, quase por acaso. Ao sair de um curso, fui espiar a dança dela na sala principal. Antes de entrar, cruzei com ela no corredor e sussurrei: 'te amo!' ela sorriu e me jogou um beijinho pelo ar.

E ela dançou...uma música MUITO dicífil (Habib e suas surpresas). Era uma música dos cd's da casa, apenas um sax. e Só. um sax solando, que parecia infidável. Aos poucos,a casa toda silenciou. As garçonetes pararam pra ver, pessoas saíram de outra sala para admirar a Feiticeira de cabelos vermelhos, que hipnotizou a todos.
Eu chorei, muita gente chorou. O que ela fez ali, foi algo muito espiritual, com uma entrega imensa.

A Jade de hoje é nova, adaptou-se ao mercado internacional. Turbinou o corpo, emagreceu e encontrou o seu estilo. Quem não se lembra imediatamente dela ao ouvir Omkhaltoum? Mas nunca perdeu a sua essência.

Ela lê a música com um respeito, um cuidado, algo tão bem estruturado, que me pego estudando seus vídeos com uma atenção rara.

E fico feliz ao ver vídeos como esse, em que ela demonstra tanto da sua essência.
Sou fã. E gosto mesmo, dela.




Aqui, sua Leitura Musical impecável. Ela dança com entrega total, independente do local, da platéia. É de um respeito pela arte, que me inspira.