Pessoas Lindas!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Provei o veneno e o antídoto!

E lá se vão mais de dez anos de site, oito de blog neste endereço e eu com minhas convicções e blá blás.
Sempre fui do lema: a gente colhe o que planta e só recebe o que merece.
Então, eu era uma descrente convicta de que o 'mundinho bellydance' era um lugar de vaidades, gente maldosa e intriguenta. Sempre passei alheia a discussões, fóruns e Msn/agora Inbox de fofocas e bastidores de situações.
E seguia tranquila com a consciência de que, se não plantei mal, mal nenhum sofrerei.

Até que.... até que!

Provei do veneno! Uuuui!
Gosto amargo de decepção.

Pela primeira vez, pasmem, após 10 anos de ''carreira'' - sempre acho essa conta errada, depois falo sobre isso - eu descobri que estava sendo boicotada por uma pessoa ''do meio bellydance''  que se dizia e demonstrava amiga. Copiando coisas, promovendo eventos similares e em datas próximas, fazendo comentários maldosos, entrando em contato com alunas, ex-alunas e mailing para tentar depreciar meu trabalho e promover o alheio.

Enfim, como mamãe bem ensinou, mentira tem perna curta e a sensação, pós descoberta e decepção, foi a de tentar entender em que momento eu havia agido assim, para receber algo assim.

Quando algo ruim me acontece, eu sempre tento entender onde errei, porque causei tal acontecimento. Mas daí, depois de muita reflexão chego a conclusão que nem todo mau derramado é decorrente do mesmo pote, se me entendem.

Dessa vez não tive culpa nenhuma , a não ser a de fazer um trabalho transparente, correto e que traz visibilidade e frutos- uns chamam isso de sucesso.

O problema é de quem, ao invés de somar, aprender, conversar, decidiu agir de má fé, com inveja e frustrações e a inocente certeza de que jamais seria descoberta... e nem sabe do pior: a vida vai mandar de volta, ô se vai!

Depois do susto e me sentir fazendo parte do 'clube do ego da DV' deixei o rio seguir e continuei trabalhando.
E é isso que devemos fazer sempre: seguir. fazer melhor ainda, ser impecável!

Não há vingança maior e melhor do que esfregar na cara de quem torce contra, o sucesso!

É isso!

O antídoto tá reverberando bonito por aqui... e eu vou continuar, sempre e sempre.

****

Momentos musos de feliz, oba!

Workshop com Suheil foi SUCESSO!
Grupo fechado em estudo intensivo de Dança Hagalah

Estúdio Mosaico das Artes e Suheil, viva! Obrigada à todas pela participação

Almoço à beira do lago, com Suheil e amigas DE VERDADE! Viva!


E depois de ter os exemplares esgotados, decidi fazer uma segunda impressão para ser vendida em pacotes para revenda- lojas virtuais, academias, por um preço ótimo! Mas aí o pessoal pediu para que as vendas individuais continuassem...então, olha a boa: mais livros a caminho! *-*
''Cartas de uma Bailarina''  compre o seu! Em breve no site um novo canal de vendas.



E de tudo, fica a lição: vou continuar acreditando nas pessoas e na Arte! Quem não segue o caminho do bem segue sozinho... eu estou em ótimas companhias! E vamos seguindo!


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Atualizações!

Site remodelado, entra em breve no ar!
Reimpressão do livro - edição especial para revendedoras! Pacotes com 10 exemplares para você revender em sua academia, escola e ainda ter lucro - limitados! Entre em contato através do e-mail arrudaluciana@yahoo.com.br
Me adicione no Facebook e participe da minha vida, vamos nos integrar nessa louca rede!
beijos!


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Melea Laff- por Khaled Emam

Atualização em 02/08/2012
Melaya Laf: - por Khaled Emam
O que é Melea laff? 

É um pedaço de tecido grosso enrolado ou lenço enrolado geralmente é preto. 
No século XIX e início do século XX, era um traje tradicional muito usado pelas mulheres no Egito em certas cidades como Cairo, Alexanderia e port said. 
independente de classe social. Nos grandes centros urbanos do Egito, como Cairo e Alexandria, esse véu era quase que obrigatório, fazendo parte da moda e as costtumes. 

Cairo e Alexandria são as duas principais cidades do Egito em termos de difusão cultural. Enquanto Cairo é usado apenas em alguns bairros antigos e populares (Hay Shaaby) ou bairro popular, como Al Saiyeda Zeinab, Bab El Shaareya, Al Houssen, é muito comum entre as mulheres nestes bairros o uso da Melaya, geralmente os mulheres quando vão o mercado (al souk) para elas não precisa trocar a roupa e colocar vestidos é tudo pertinho de casa, então usam a Melaya para esconder o que elas usam por baixo mas isso se tornou uma moda até mesma que usando vestidos a Melaya acabou fazendo parte das acessórios femininos, e como as mulheres (Baladi) conhecidas por vaidade e personalidade forte 
A melaya colocou mais uma atração e charme nas mulheres, o jeito de enrolar a melaya, o jeito de andar, olhar em fim até hoje a Melaya esta sendo usada sim neste bairros. 

Cairo era a cidade de disseminação cultural e social. Os grandes eventos ocorriam em suas ruas 
e nas casas de espetáculo. O universo feminino do Cairo é superficialmente fragmentado em três facetas: a 
bint el-balad, a falahim e a bint al-zawat. 
As banat al-zawat são de classe alta, e são consideradas pelas banat el-balad como metidas,fúteis e ocidentalizadas, consideram que aquelas não têm tanta honra quanto essas. As falahi são do interior e são consideradas pelas banat el-balad como caipiras, As banat el-balad (filhas da terra, plural de bint al-balad) são mulheres que moram nas regiões mais antigas do Cairo, guardiãs da tradição daquela subcultura. A mulher bint al-baladi usa o melea laff supostamente para se cobrir, 
A ascensão do novo egípcio urbano de classe média chamado (Afandi) primeira geração de origem rural 
que teve acesso às vantagens da expansão educacional e oportunidades de emprego, fez com que uso da galabia (vestido feminino) e o tarbush (chapéu masculino) fossem substituídos por roupas ocidentais, que 
emergiram como um marco do Cairo civilizado. Como a galabia era a roupa das camponesas (falahim), 
uma egípcia citadina não poderia mais usar roupas tradicionais do interior do Egito, entretanto a classe trabalhadora não mudou seu jeito de vestir. Hoje, as variações do tradicional e do moderno são encontradas nos grandes centros do Egito, onde a população se mistura com seus vários hábitos e costumes
revelados por meio da moda usada no dia-a-dia. Nas ruas do Cairo podemos ver beduínos do deserto - Centro Cultural Árabe 
Sinai ou os núbios, com um forte senso de identidade regional, usando seus tobes brancos e turbantes. A mulher núbia, assim como a mulher do alto Egito ou saidi, tradicionalmente usa preto. 

acessórios completam a figura da bint al balad: lenço de cabeça, sandália (com ou sem salto, ou tamancos), jóias de ouro e o kohl. 
Tradicional acompanhamento desse traje é uma espécie de shador (burka) feito em crochê reto de cor preta, com amplos buracos. É diferente dos shadores tradicionais, que escondem totalmente o rosto. A burka é de uso opcional. O vestido é feito num corte justo e curto. Geralmente na altura dos joelhos, com babados no decote e na barra. Pode ser confeccionado em tecido estampado, sem brilho ou em tecido brilhante e colorido, cortado de modo atrativo, meio aberto, meio fechado, mais indiscreto. Usualmente e a famosa sandalha. 

A Melaya Laf na Alexandria:
Alexandria é segunda maior cidade do Egito, fica a 500km do Cairo, uma cidade turística conhecida pelas lindas praias e pelo porto (mina), neste bairro na Alexandria que se usa a Melaya Laf, era usada antigamente quando as mulheres saiam para deixar os maridos no mar homem que trabalham como pescadores e também na espera dos marido quando é perto de voltar da pesca, mas se tornou também com o tempo é algo principal entre as mulheres deste região não apenas quando iam a pêra do mar na espera dos maridos mas se tornou algo usado de dia dia delas. 

As diferencias entre a Melaya laf do Cairo e de Alexandria praticamente nada, mas a diferencia está no jeito da mulher do Cairo e da Alexandria e nas roupas e acessórios usadas. 
Também é usado até hoje neste regiões do porto o uso da melaya sem diferencias em classe social. 

A Melaya laf em Por Said:
Por said (porto do said) é uma cidade a 160km do Cairo sentido o mar vermelho, perto do canal suez, é segundo maior porto no Egito frequentado por pessoas cuase no mundo inteiro por causa da carga e descarga dos navios, como Alexandria também as mulheres tem o costume de usar a Melaya em seu dia dia levando jeito muito parecido com a mulher Iscandarani (da alexandria). 
Também conhecidas pelo mulher Baharei (do mar) Baharei vem de palavra Bahr que dizer Mar.

Melaya Laf na dança e musica:
Uma das primeiras bailarinas que levou o jeito da mulher Baladi usando a Melaya pro o palco foi a bailarina Fifi Abdo numa apresentação na tv, a pos disso se tornou uma das atrações na dança do ventre. É muito raro ver nas casas do show por exemplo uma apresentação de melaya, mas pode ver sim em filmes, teatro e clips do grupos. 

Importante Saber:
- primeiro não existe Neuma ligação de uso da Melaya com prostituição, uso da melaya é muito comum independente da classe social. 
- fazer uma apresentação com a Melaya no palco importante entender que a melaya não é um ritmo e nem um estilo como baladi e saidi mas é uma personagem que representa o jeito de mulheres nestes cidades, então importante conhecer e saber como elas são. 
- não é qualquer musica que possa ser usada para dançar a melaya laf, a musica é tem que referi o jeito destes mulheres seja Balado do Cairo, Iscandarani da Alexandria ou Baharei do porto said. 
Existe sim varias musicas e cantores que tem musicas ligadas a isso como musica Aiyoub tem o grupo Banda Redá tem muitas musicas ligadas a melaya. 
- Usar os acessórios corretos especialmente a Sandalha, brincos, e Kohl nos olhos. 
- nas três tipos de mulheres a simplicidade, alegria, sensualidade e a charme são fundamental na personalidade delas. 
- Importante também saber que não tem uma ligação entre o ritmo Saidi com a cidade Por Said, muitas pessoas confundam isso por causa do nome Said, mas no idioma árabe (alfabeto árabe) existe a letra (sin – س ) e também existe a letra (sad-ص ) ( Said – سعيد ) e (Said-صعيد ) as duas quando escrevemos em outra idioma é o (S) só que em árabe quando é com sin é um nome (Said) e também quer dizer feliz, e quando é com sad, é região sul, então nada a ver a saidi com a cidade de porsaid. 
- A melaya laf é muito raro você encontrar uma apresentação dela no palco nas hotéis por exemplo, mas existe na cinema, no teatro são histórias que falam sobre uma região ou uma personagem. 
- Cantores que fezarem varias musicas que relatam a mulher Baladi do Cairo, Iscandarani de Alexandria e Baharei de Por Said, são Mohamed Andiel, Shafik 

Link do excelente grupo para estudos no Facebook: http://www.facebook.com/groups/344351318910460/permalink/477382105607380/


Atualização 02/08/2012
A Leitora Rayara Rodrigues rodrigues.rayara@gmail.com  encaminhou um link com informações parecidas e complementares a esse texto do Khaled.
Eis o link:  http://artigos.netsaber.com.br/resumo_artigo_15120/artigo_sobre_melea_laff_ou_danca_com_veu_enrolado