Pessoas Lindas!

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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Pela segurança de todas nós



Não tem sido fácil manter minhas escolhas de ler ou ouvir apenas o que gosto, principalmente agora gravidinha.
Que bom seria se o mundo trouxesse apenas boas notícias e nos privasse de angústias extras - além das criadas por nós mesmas.
Então vim aqui dedicar esse post a todas nós e peço humildemente que compartilhem, para nossa segurança.

Nas recentes notícias de crimes contra mulheres tem havido alguns denominadores comuns: a maioria das vítimas conhecia o criminoso. Se não diretamente, de alguma maneira o criminoso tinha acesso a rotina e dados da vítima.

Para nossa segurança:

- Por mais que seja viciante e tentador expor no twitter coisas como: 'indo para a academia', 'a caminho do trabalho', 'hoje é dia de manicure', etc e tal, lembre-se que ALGUÉM mal intencionado por estar lendo e estudando sua rotina.

- Assim como perfil do Orkut e Facebook sinalizando viagem, férias ou namorado viajou', 'marido saiu hoje com amigos' tudo isso indica sua situação e possíveis fragilidades.

O crime que mais tem ocupado os telejornais ocorreu, segundo a polícia, por um suspeito que conhecia a rotina da vítima: fazer as unhas todo sábado de manhã, com o carro do noivo, enquanto ele dormia.
Parece inocente, mas isso a matou: a rotina.

-Andar distraída ouvindo MP3 - isso pode te desligar momentaneamente de situações que poderiam indicar algo. Tente, ao menos, não ouvir o som tão alto e desligar o aparelho de vez em quando.

- Pontos de ônibus, estações de metrô muito vazias, lugares ermos, terrenos baldios - se puder, evite.

CASO ALGO ACONTEÇA, NÃO GRITE 'SOCORRO', GRITE: 'FOGO!FOGO!'

Pesquisas apontam que o pedido de socorro muitas vezes é interpretado como brincadeira ou problemas a vista. Já quando gritam 'Fogo' institivamente pessoas correm para ajudar, com medo inclusive de que ele se propague.

NÃO VÁ PARA UM SEGUNDO LUGAR.

Se o pior aconteceu: assalto, sequestro relâmpago, alguem com uma arma NÃO VÁ COM ELE PARA UM SEGUNDO LUGAR, NÃO ENTRE NO CARRO, NÃO CAMINHE COM ELE.

Pesquisas demonstraram que, infelizmente, quando a vítima ai para um segundo local a mercê do criminoso, é morte na certa.

Por mais que orientem a não reagir, é preciso, acredite: GRITE, OLHO NOS OLHOS, PEÇA AJUDA, TENTE SAIR DALI.

Muitos presidiários contaram em entrevistas que desistiam das vítimas que 'davam trabalho', segundo eles chamando a atenção. Eles preferem as submissas e obedientes.

UTILIZE ACESSÓRIOS COMO ARMA DE DEFESA
Chaves, presilhas em forma de ponta ou dentes, salto alto, dentes,cabeça, mãos, cotovelos, joelhos, pés.

OS PONTOS FRACOS DO INIMIGO
Olhos, nariz, queixo, garganta, órgãos genitais, joelhos, peito dos pés são pontos frágeis em qualquer homem.

LEMBRE-SE:
* Não ter vergonha de parecer medrosa: ao sentir-se perseguida na rua, entrar no primeiro estabelecimento que encontrar;

*No trânsito, evitar estar em um dos primeiros carros da fila à esquerda, os preferidos pelos assaltantes;

*Travar imediatamente todas as portas do carro. Para um bandido, é mais seguro esperar uma mulher entrar no carro, para então abordá-la, entrando pelas portas traseiras;

*Sempre que estiver em um ambiente novo, como um novo caminho ou a nova escola dos filhos, ficar atenta às possíveis ameaças do lugar.


Há muitos CURSOS DE DEFESA PESSOAL e LIVROS sobre o tema.
A seguir o link de um livro, cujas dicas desse post constam lá: Guia de Autodefesa para Mulheres Espertas.



É natural sentir medo, mas NÃO DEMONSTRE. NÃO FAÇA O JOGO DO AGRESSOR/CRIMINOSO.

Muitas pesquisas apontam que quando o criminoso encontra uma vítima que não o teme, ele desiste da ação - o jogo de poder torna-se falho.

QUANDO PEGAR TÁXI OU ESTIVER NO TRANSPORTE COLETIVO E SENTIR ALGUMA SENSAÇÃO SUSPEITA utilize o celular - se estiver sem bateria ou créditos, FINJA - e fale pra pessoa onde está, que chegará em breve e diga: 'ÓTIMO QUE TODOS VOCÊS ESTÃO ME ESPERANDO, JÁ ESTOU A CAMINHO.'

E LEMBRE-SE DE CONFIAR NO UNIVERSO.

Trace um círculo de luz em volta de ti todos os dias antes de sair de casa, envolva também sua casa, sua família em boas vibrações e pense somente em positividade.

Ficar preocupada ou paranóica pode atrair coisas ruins. Mas ter cuidado e zelo é sempre fundamental.

Um beijo para todas!





sexta-feira, 9 de abril de 2010

O Homem e você


''Se um homem quer você, nada pode mantê-lo longe;
Se ele não te quer, nada pode fazê-lo ficar.Pare de dar desculpas (de arranjar justificativas), para um homem e seu comportamento.
Permita que sua intuição (ou espírito) te proteja das mágoas.Pare de tentar se modificar para uma relação que não tem que acontecer.
Mais devagar é melhor.
Nunca dedique sua vida a um homem antes que você encontre um que realmente te faça feliz.
Se uma relação terminar porque o homem não te tratou como você merecia, "esquece!”, vocês não podem “ser amigos”.
Um amigo não destrataria outro amigo.Não conserte.
Se você sente que ele está te enrolando, provavelmente é porque ele está mesmo.
Não continue (a relação) porque você acha que “ele vai melhorar”.Você vai se chatear daqui um ano por continuar a relação quando as coisas ainda não estiverem melhores.
A única pessoa que você pode controlar em uma relação é você mesma.

Evite homens que têm um monte de filhos, e de um monte de mulheres diferentes. Ele não casou com elas quando elas ficaram grávidas, então, porque ele te trataria diferente?
Sempre tenha seu próprio círculo de amizade, separadamente do dele.Coloque limites no modo como um homem te trata.
Se algo te irritar,faça um escândalo.
Nunca deixe um homem saber de tudo. Mais tarde ele usará isso contra você.
Você não pode mudar o comportamento de um homem.

A mudança vem de dentro.Nunca o deixe sentir que ele é mais importante que você… mesmo se ele tiver um maior grau de escolaridade ou um emprego melhor.Não o torne um semi-deus.Ele é um homem, nada além ou aquém disso.
Nunca deixe um homem definir quem você é. Nunca pegue o homem de alguém emprestado.Se ele traiu alguém com você, ele te trairá.

Um homem vai te tratar do jeito que você permita que ele te trate. Você não deve ser a única a fazer tudo…compromisso é uma via de mão dupla.Você precisa de tempo para se cuidar entre as relações.
Veja as suas questões antes de um novo relacionamento.Você nunca deve olhar para alguém sentindo que a pessoa irá te completar.
Uma relação consiste de dois indivíduos completos,procure alguém que irá te complementar… não suplementar.
Namorar é bacana. mesmo se ele não for o esperado Sr. Correto.
Faça-o sentir falta de você algumas vezes… quando um homem sempre sabe que você está lá, e que você está sempre disponível para ele, ele se acha…Nunca se mude para a casa da mãe dele. Nunca seja cúmplice (ou co-assine qualquer documento) de um homem.Não se comprometa completamente com um homem que não te dá tudo o que você precisa. Mantenha-o em seu radar, mas conheça outros…

O medo de ficar sozinha faz que várias mulheres permaneçam em relações que são abusivas e lesivas.
Você deve saber que você é a melhor coisa que pode acontecer para alguém e se um homem te destrata, é ele que vai perder uma coisa boa.
Se ele ficou atraído por você à primeira vista, saiba que ele não foi o único.
Todos eles estão te olhando, então você tem várias opções. Faça a escolha certa!''
CUIDE BEM DE SEU CORAÇÂO…!!!!!!!!!!

Este texto é da Oprah Winfrey, apresentadora conceituadíssima dos Estados Unidos.
Recebi da minha amiga Adriana Tezim e compartilho com todas vocês.
E incluo uma dica que um amigo me deu tempos atrás que é de grande valia:
'Mulheres são como diamantes. Seu brilho depende do lapidador. Escolha bem quem estará ao seu lado, deve ser um lapidador que nunca apague o seu brilho e que incentive e apóie sua luz.'

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Dança x Relacionamento


"Eu queria fazer Dança do Ventre, mas meu marido não deixa."

"Eu não posso ir ao ensaio no fim de semana, porque meu namorado diz que a gente tem que ficar junto, tenho que me dedicar, já que durante a semana a gente se vê tão pouco."

" Eu até queria dançar na apresentação, mas meu namorado diz que não pega bem eu subir lá no palco com essa roupa."

Esses são apenas alguns exemplos de frases que já ouvi como professora de Dança do Ventre.
No início, eu chamava a aluna em particular e começava a falar sobre diversos temas, como independência feminina; machismo; a necessidade da mulher ter seu momento, sua vida particular; o caráter artístico da dança; ciúmes; terapia e um sem fim de explicações.
Confesso que, também no início, eu criava uma antipatia imediata com os namorados/maridos que proíbiam as 'amadas' de fazerem a aula ou participar de apresentações.

Com o tempo, eu fui me cansando de falar, explicar, argumentar.
E eu via aquela aluna que antes era vívida e feliz, se apagando aos poucos. Via o namorado que jogava seu futebolzinho todo sábado à tarde ou tomava um chopp com amigos à noite, mas proibía a namorada de fazer as aulas. Via uma ou outra aluna tentando me convencer que precisava faltar no ensaio - que duraria duas horas - porque precisava 'passar o fim de semana juntinho com o namorado'. Às vezes eu ainda tentava, dizia: 'Mas são somente duas horas!'

Até o dia em que li o conto ' Pele de Foca' , no livro 'Mulheres que Correm com os Lobos' de Clarissa Pinkola Éstes.


E percebi que, como dizia o poeta (me digam qual poeta, que me esqueci)

"Deus ama os pássaros, e criou para eles árvores.
O homem também ama os pássaros, mas criou para eles, gaiolas."

Percebi que entre amar e aprisionar há uma grande diferença, e que o verdadeiro amor, deixa-nos livre. Não resseca e enruga a pele, não nos entristece, não nos tira o viço.

Hoje, quando ouço de alguma aluna as mesmas frases, eu fico em silêncio.
Eu penso: "Tadinha, ele roubou sua pele de foca." Às vezes eu falo e digo apenas: "A dança te faz feliz? Porque não se permite ser feliz? O futebol dele o faz feliz, você o proibiria?"
E deixo a aluna no vácuo, pensando, sei lá, nem volto a tocar no assunto.
Muitas voltam depois. Algumas não. Outras, me encontram pela rua e me dão um sorriso triste.
Não adianta forçar, argumentar, recomendar livros e filmes.

Percebi que o amor, assim como os diversos tipos de relacionamento, diz respeito a maturidade emocional de cada um.
E não adianta querer apressar o tempo ou falar sobre, porque cada um sabe de si e, o que não sabe, o tempo vai ensinar.
Ah, o tempo.
Infalível.
Para o bem e para o mal.

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*Nota: o conto no link é uma versão, o original, do livro da Clarissa é bem mais amplo, com uma análise fantástica ao final. Recomendo, para quem ainda não leu.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Do que Transborda o Meu Coração...


Só o que está cheio, transborda.
E já dizia Gil: "É sempre bom lembrar: um copo vazio, está cheio de ar."

Sendo assim, me acalmo.
Não fico mais tentando entender as atitudes de cada um, tentando explicar as minhas, lamentando pelo que foi derramado (transbordado).
Cada um transborda o que está cheio em seu coração.
Se uma pessoa só fala coisas ruins, é o que está sobrando dentro dela.
Se uma pessoa é apática ao extremo, é todo o seu ar que a preenche, transbordando.

Coisa boa ter mais de 30.
Coisa melhor ainda é estar à três anos, com toda frequência que meu escasso tempo permite, frequentando as palestras e, há um ano - e sim, com apenas duas faltas- as aulas sobre Ciência, Filosofia e Religião, sob o ponto de vista de Allan Kardec.
É assim que a gente aprende a 'serenar' o coração.

Sei que é óbvio, mas só agora entendi que não adianta questionar, é claro, simples e pontual: tudo o que uma pessoa faz, fala, pensa, só o faz porque é o que estava transbordando dentro dela.
Há corações e corações.
Uns com ar, outros com sentimentos maravilhosos e outros adoecidos, tadinhos.

Jade disse uma vez:
"Só existem dois tipos de pessoas e elas só sabem fazer duas coisas: ou oferecer amor, ou pedir ajuda."

Agora, eu entendo.
Se aquele 'amigo (a)' que a gente ama tanto, não corresponde, deixa ele seguir. Até ele se curar ou ser ajudado, eu não vou mais insistir.
Se alguém insiste em se preocupar tanto se vai magoar, se vai melindrar, se a gente vai interpretar mal, é porque essa pessoa realmente tem essa intenção. Também vou deixar seguir.
Ninguém se preocupa tanto com o mal que não quer causar.
Não quero mais compartilhar do que não transborda, como o meu coração.

Mas também não vou simplesmente abandonar, não sei ser assim.
Só vou parar de tentar mostrar meu mundo, minhas cores, meus conteúdos.
Vou ficar pertinho, porque não consigo deixar de gostar dessa criação interessante, que é o ser humano.

E como é bom chegar nesse entendimento, nessa leveza interior de, ao invés de sofrer ou resmungar, respirar fundo e com toda a ternura do mundo, sussurrar para mim mesma: "Te entendo"...
Meu coração se ocupa demais, de tudo, de muito.
Meu coração transborda todo o amor do mundo.

Não é preciso estudar com profundidade o Espiritismo para entender a Lei da Ação e Reação. Você pode aprender isso com a Física e até mesmo com qualquer outra religião. Como você aplica e vivencia isso é que são outros quinhentos.

Jesus já disse há tempos: "Ama o teu próximo, como a ti mesmo."
O que não quero para mim, não quero para o outro.
Seria bem melhor o mundo se todos tivessem essa percepção.
Mas vivemos num mundo ainda num estágio parco de evolução espiritual.
Jesus disse também: "Perdoa o teu inimigo, mas não o confunda com um amigo."
Hipocrisia, ironia e, o pior de tudo, 'fingir que nada aconteceu' também transbordam de corações cheios de falsas intenções.
Quero distância desses, cada vez mais.

Quero ter o direito de não gostar das pessoas ou suas atitudes e seguir em frente, sem ter que conviver com elas, ou fingir que gosta. Bem melhor do que viver perto, com uma máscara, falar do bem e fazer o mal.
Não, não em mim, não aqui neste blog, nem em minha vida.

Há pessoas que querem ficar perto da luz e se aquecer e iluminar-se sob esta, sugar ao máximo; outras querem roubar a luz, por não ter a própria e ainda existem -e por essas que sou APAIXONADA- as que tentam criar sua própria luz.
É minha palavra favorita: LUZ.
E é por manter a minha própria luz que danço, que amo, que me importo.

Que doei uma cama, colchões, roupas, quando teve o temporal de minha cidade.
Que criei e trabalho toda semana no projeto social cultural 'Dança' que atualmente atende a 70 crianças.
Que fico até de madrugada falando com meu marido e com uma série de pessoas, tentando descobrir quem precisa de doações, palavras de conforto.
E já vi gente chorar de alegria ao receber uma roupa, uma cesta básica.
Mas também já vi gente se 'sentir mal' porque eu presenteei com uma roupa minha, que não usava mais e que achava 'a cara' da pessoa, e já vi gente reclamar que a cesta básica tinha poucos produtos.
Há os que são gratos, há os que são ingratos.
Há os que não fazem, não criam, não ousam.
Há os que ficam à espreita, colocando defeito, dando palpites, sentindo-se no direito de 'ajudar', 'melhorar', fazer 'crítica construtiva - existe? ou destrutiva - existe?' achando que estão nessa posição, claro, depois do trabalho feito, da ousadia consumada, da coragem que o outro teve ao começar.
Os árabes dizem: "Generoso é aquele que dá antes do outro pedir."
Com ousadia, eu complemento: "Especial é aquele que aceita, mesmo sem precisar."
Mas também tenho sombras. Vou desnudá-las para vocês: tenho péssimo humor, principalmente ao acordar; não tenho a menor paciência com gente que demora para responder a uma pergunta ou fica 'pensando,pensando'; tenho dificuldades em lidar com pessoas passivas, mornas, sem opinião - ou pior- que mudam de opinião de acordo com outras 'cabeças pensantes'.
Detesto e demonstro isso, ignorando a presença de pessoas maldosas, arrogantes, que fazem/fizeram fofocas. Simplesmente abomino fofocas.
Não congiso comer ou fazer qualquer coisa se tiver alguém atrás de mim ou de pé, andando prá lá e prá cá.
Não gosto de comer sem música, aliás, não gosto de passar um dia sem ouvir música.
Mas também não gosto de passar um dia sem ficar em silêncio.
Fico irada e não aceito piadas que falem de negro, japonês, judeu ou o que quer que segregue. Não, não tenho esse 'senso de humor.'
E fico sem paciência com pessoas que não sabem rir, que perderam a infância, que reclama de tudo, que se colocam como 'superiores' confundindo responsabilidade com seriedade.

Sou daquelas doidas, que saem na rua para pedir que o vizinho solte o cachorro que fica preso o dia todo; que conversa com mendigos indicando o abrigo; que vai -as vezes aos berros- falar com a mãe que bate na criança no supermercado; que grita da janela do carro, para o homem parar de bater no cavalo que conduz a charrete - sim, existem charretes na cidade em que vivo.

Cada coração me vê de uma maneira.
Louca e descontrolada, para uns;
Aquela que quer 'aparecer' para outros;
Boa, para alguns,
Ruim para outros.

Aliás, coitado de quem ainda se prender a julgamentos nessa época em que vivemos, em que amar é brega, demonstrar afeto é ser ou carente ou falsa, falar bem é puxar saco e ter opinião e colocá-la de maneira enfática é ser grossa. Quanto rótulo hein?! Fiquem à vontade para usá-los, porque não me serve nenhum.

Vivo bem tranquila, com o que tenho e faz transbordar o meu coração.
E o que transborda o meu coração?
É muito fácil de ver, de sentir, compartilhar...tem para todos...mas só se apropriam ou fazem parte, os que vêm despidos de todo julgamento e vontade de roubar a luz.
*hoje transbordou um mistério de texto, mas tudo bem...


*"Deus envia Anjos disfarçados de seres humanos. G. você é um deles!"

sábado, 2 de agosto de 2008

Diferenças entre AMAR - ADMIRAR - SUFOCAR


“Não procure seguir as
Pegadas dos mestres.
Procure o que eles procuram.”
(Matsuo Basko)

Ao ler esse trecho no livro ‘O Ritmo das Almas’ que estou adorando, pensei muito na idolatria e fixação que acometem algumas pessoas.

Durante minha vida de adolescente, eu tive minhas fases de idolatria desmedida. Sabia tudo, tinha tudo, ouvia tudo, brigava defendendo tudo o que fosse relacionado a banda Guns N’ Roses, mais em especifico, Axl Rose, que foi durante muito tempo meu ideal de beleza masculina. (não tenho nenhuma vergonha em assumir isso, ao contrario de muitos que também eram fãs do Guns, mas hoje ‘renegam’ a banda). Isso passou, depois que saí da adolescência e percebi que ídolos moram longe demais e nunca estão presentes quando precisamos de um abraço.
Aprendi a confiar nas sábias palavras de Caetano Veloso “De perto, todo mundo é normal” e isso me libertou de decepções diversas ao longo do tempo.

Claro, a gente nunca está imune a amizades traiçoeiras, a gente invejosa e pessoas maldosas, mas eu aprendi a lidar com essas coisas da vida com uma serenidade que me espanta, até, mas deixo o ciclo fluir livremente, acreditando muito na máxima : ‘Colhemos o que plantamos.”
Enfim, estou escrevendo tudo isso, porque esse trecho do livro me fez pensar em como existem pessoas carentes de um guia, de um mestre. Corrigindo: a carência, na verdade, é de um objetivo de vida, uma paixão, um vislumbre de algo que nos deixe entregues ao sabor da vida e das emoções.

Já vi gente repetindo frases de seus ídolos, gente se comportando como os mesmos, pintando o cabelo, usando a mesma roupa e um sem fim de coisas. Já passei por isso também. Pessoas que se aproximavam, me tratavam super bem, entravam em minha casa, usavam minhas roupas, livros, revistas e depois começava uma cobrança insuportável de eu estar sempre por perto, de retornar as ligações, de estar sempre sorrindo, de sempre saber a resposta adequada.

Também já presenciei pessoas que antes amavam determinado ‘ídolo’ e depois passam a descarta-lo, seja porque encontraram outro ‘melhor’ ou porque o ídolo em questão havia se tornado demasiado humano.

Há pessoas que, na falta de uma vida plena, precisam da vida de outras para ter um pouco de emoção, ter sobre o que falar, ter referenciais para viver uma vida que, sinceramente, nunca foi dela.

O que fica depois? A tristeza, o sentimento de vazio, o choro, a depressão, a sensação de ‘não pertencer’ a nada nem a ninguém.
E as pessoas procuram uma razão, alguém para culpar. E aí culpam o mestre que não lhes deu atenção, o ídolo que não esteve presente, a amiga que decidiu desligar o celular para dormir em paz.
Eu não gosto muito dessa idolatria não. Me incomoda.

Primeiro porque eu ainda estou procurando o meu caminho e segundo, porque detesto cobranças.

Quando citam aquele trecho de ‘O Pequeno Príncipe’ “Tu te torna eternamente responsável pelo que cativas”, eu tenho vontade de sair correndo. Vai você ser responsável, não jogue para mim suas carências! Imagina eu ter que ficar ‘eternamente’ sendo exemplar, sendo presente, atenciosa, legalzona, só porque ‘cativei’ alguém. Não,não. Como dizia José Régio “Minha glória é essa: não acompanhar ninguém.”

Quem ama, quem admira, não cobra nada. Não pede responsabilidade nenhuma. Vive e é livre. Não importa se o amigo quer sumir por um mês, depois ele volta, cheio de novidades pra contar. Não importa que o mestre ou a mestra tem uma beleza única e sabe fazer tudo como se fosse perfeito, ele também vai ao banheiro e faz cocô. Não importa se alguém te abraçou num dia triste, essa pessoa também tem outras coisas para fazer, não vai poder ficar te pajeando o tempo todo.

Ao invés de seguir seu mestre, siga o que ele segue, qual é a sua busca?
Ao invés de ficar esperando aquela ligação, o convite para sair, a musica certa para dançar, vá para a ação! Se não tiver ninguém para lhe dar à mão, não fique com o braço esticado e chorando. Vá, sozinha ou sozinho mesmo. No caminho, você sempre acaba encontrando algo ou alguém.
Mas o mais importante é: tenha a SUA busca.

Não dependa de ninguém. Não se espelhe em ninguém.
Não coloque as SUAS expectativas em ninguém. Depois você fica triste, se decepciona e fica dizendo aos quatro ventos que ‘aquela pessoa te magoou’. Por que foi ela?? VOCÊ é quem esperava algo que ela não foi capaz de dar, simples assim. Pare de viver na espera de que as pessoas vão agir como você, isso é decepção na certa.

Pense naquele ditado árabe: “A primeira vez que me magoa, a culpa é sua. A segunda, a culpa é minha.”
Siga seus próprios caminhos.

“Duas ou três coisas eu sei com certeza
E uma delas é que eu
Preferiria andar nua do que
Vestir o casaco que o mundo
Fez para mim.”(Dorothy allison)