Pessoas Lindas!

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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Da Maternidade

Eis uma das causas da minha ausência do blog.
Com o passar do tempo e o desenvolvimento da minha filha - graças a Deus- preciso estar mais presente para ela.
Já está quase uma moça, do alto dos seus quase 10 meses,rs... em breve irei matricular em uma escolinha e logo começo a maratona pela procura do lugar 'ideal'.
Nesse meio tempo, gravei uma participação em um programa da Tv Globo -Interior, que foi exibido nesse Domingo, Dia das Mães.
Confiram no link abaixo um pouco da minha história.


Programa 'De Ponta a Ponta' - TvTem-Globo Interior

Veja aqui:

sábado, 7 de abril de 2012

Chegou a minha vez - sem máscaras, a verdade



Há 04 anos escrevo neste Blog, sem faltar. Durante todo esse tempo muitas de vocês acompanharam minha vida de bailarina, professora, pessoa.
Acompanharam meus estudos, minhas críticas, desabafos, sonhos, casamento e até minha gestação e parto.

Este blog foi uma ramificação de um antigo blog linkado ao site, um conteúdo que existiu entre 2002 e 2008 e infelizmente foi perdido. Apenas esse canal persistiu e já vivi muitos momentos incríveis neste pequeno espaço, onde pude conhecer virtualmente tanta gente, histórias e exemplos.

Muitas vezes o campo de comentários aparecia - aparece- vazio, mas minha caixa de e-mail recebe muitas, muitas mensagens diariamente.

Muitas de vocês utilizaram esse contato não só para assuntos de dança, graças à sua confiança pude partilhar de assuntos de família, divórcios, estudos, mestrado, gestação, astrologia e um sem fim de temas que eu jamais imaginei que trataria entre amigas virtuais.

Muitas de vocês eu já tive o prazer de conhecer 'ao vivo' e que delícia que é esse momento, a transposição do virtual para o real.

E agora, estou aqui me colocando verdadeiramente - como sempre fiz - e dividindo um momento pelo qual estou passando: ansiosa, esperançosa e temerosa.

Está chegando um desses grandes momentos da vida, sabe pessoal?! Quando a gente tem certeza de que é um divisor. Nem importa se pro bem ou mal, mas um momento que será marcante.

Eu estarei realizando um projeto de vida, um sonho, daqui a sete dias.
Dia 14 de Abril de 2012, num lugar em que praticamente me fiz gente na dança e agora estarei lá feito gente grande, lançando oficialmente meu livro, um fruto que nasceu do site e blog e agora existe em páginas.

É o meu momento de conhecer muitas de vocês, que conheço apenas via mail, facebook e postagens.

Será que irão gostar de mim? Desgostar?
Estarei ali, por inteira, ansiosa por vender o meu produto - sim, é um produto, investi tempo, informação, pesquisa e dinheiro nele- e além do momento comercial, estarei no momento real, sem máscaras e de verdade, ansiosa pelo olhar, por ouvir a voz, por abraçar vocês.

Nem sei quando ou se teremos um outro momento como esse.
Moro a 800km de São Paulo e todas as minhas idas e vindas dessa cidade que tanto amo, são sempre com horário apertado em busca de otimizar o tempo para meus cursos e estudos em Dança e Psicologia.

Agora, divido com vocês esse momento de ansiedade e temor.
Temor pela primeira vez em que irei ficar um dia todo longe da minha bebê. Imagina, quase uma moça já, Salomé com seus 8 meses irá ficar longe da mamãe leoa, que jamais a deixou por mais de 2 horas.

Enquanto começo essa trajetória jamais sonhada de 'escritora' meu marido alça vôo para outro país, levando sua arte, a Música, para um grande concerto também inimaginável.

Salomé é filha cigana, já vai acostumar-se logo cedo às andanças dos pais artistas.

Mas muito difícil para mim, que me sinto perdida só pelo fato de meu marido estar em outro cômodo da casa, imaginem passar uma temporada sem sua presença e cuidados.
Quando foi a minha vez e tive a temporada no exterior, ele é quem sofreu. Eu, por mais que sentisse a ausência, estava imersa em meus compromissos e atividades, o  que ajudava o tempo passar.

Agora será a minha vez em superar esse instante de separação temporária, cuidando da filha e administrando essa ausência do homem que me amou tanto que me fez duas. Eu e minha filha.

Claro que já escalei meu batalhão de irmãos, familiares e amigos para dar toda a força que preciso, companhia, segurança e proteção.

Mas eu sei que a força maior terá que vir de mim, de algum lugar desse corpo cansado.

Lançar oficialmente o livro- que graças aos céus já está sendo vendido para todo o Brasil - na Khan el Khalili é um outro detalhe adicional.
Foi lá que iniciei meus estudos em dança,com cursos de formação, aulas particulares e muitos workshops.

Jorge Sabongi foi o maior incentivador do livro.
Foi graças à ele que o livro nasceu.
Ele realmente me convenceu a escrever, me deu apoio, sugestões, fez críticas severas e me deu a oportunidade de descobrir que eu poderia ser escritora, ainda que de um livro baseado no informal, que é a linguagem da net e dos meus rascunhos e anotações, mas um livro.
Jorge sempre me atendeu e disponibilizou seu tempo. Houve uma época em que inclusive concedeu-me uma bolsa de estudos - ele vai detestar saber que contei- quando soube das minhas dificuldades em arcar com transporte e hotel.

Perdi a conta de quantos e-mails trocamos até hoje e de quantas vezes após os cursos, Jorge me ouvia e me ajudava em muitas questões da vida e da dança.Realmente preciso citar esse empresário e Mestre, porque ele foi realmente o grande idealizador e incentivador desse projeto, ainda que não eu não tenha nenhum vínculo seja com a Casa ou com sua pessoa, apenas o respeito e admiração pelo seu trabalho e gratidão por sempre ter sido muito bem recebida.

E agora eu estou aqui, ansiosa, contando os dias para ver os rostinhos conhecidos apenas pelo face, mensagens ou fotos. E peço que minha miopia seja boazinha e não me deixe dar nenhum fora.

Eu não sei quantas de vocês eu decepcionei ao longo desse caminho, nem mesmo sei quantas pude ajudar ou inspirar.

Mas sei que fiz muitas amigas que quero levar comigo por toda a vida, que me cuidaram com mensagens, que enviaram presentes para mim e minha filha, que me telefonaram, que torceram por mim, que mostraram suas almas sensíveis em muitas mensagens que por vezes - muitas - chegavam quando eu mais precisava e me faziam chorar.

Muitas vezes eu vinha aqui escrever quando passava por péssimos momentos pessoais ou profissionais e era por vocês, pelo compromisso interno de escrever, compartilhar, que eu acabava me reinventando, redescobrindo e ganhando força, inspiração, fé e gratidão.

É isso.

É por vocês.

Alunas, amigas, blogueiras, leitoras e leitores, conhecidos e desconhecidos.

Plantei a árvore, tive a filha e escrevi o livro.
Aos 35 anos, sei que a vida ainda muito me reserva.

Irei colher os frutos de minha própria semeadura e por isso também temo, porque filha imperfeita que sou, errei muito - mas sei que foi somente por tentar acertar.

E enquanto termino o post, ainda tenho tempo de agradecer feliz novas parcerias que surgiram pelo caminho, olha que delícia: a Érika Hefter doou um lindo véu de seda e a Yayá - Yasmin Hassanein uma abaya de cetim, que irei sortear para quem comprar o livro na Noite de Autógrafos! Uau!

Nos vemos dia 14 de Abril, na Cafeteria da Khan el Khalili. Estarei lá a partir das 17.30h.
Irei vender o fruto de muito trabalho e estudo e irei colher a paz do abraço, a doçura do olhar da SUA PRESENÇA!

Obrigada, por tudo!

Dez/2001 - 04 meses após o nascimento da minha filha e meu primeiro show pós parto. Vida que recomeça.


terça-feira, 27 de março de 2012

Viver Bem - Cora Coralina





''Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice. E digo pra você, não pense. Nunca diga estou envelhecendo, estou ficando velha. Eu não digo. Eu não digo que estou velha, e não digo que estou ouvindo pouco. É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso. 

Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida. O melhor roteiro é ler e praticar o que lê. O bom é produzir sempre e não dormir de dia.

Também não diga pra você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais.
Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima. Eu não digo nunca que estou cansada.

Nada de palavra negativa. Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica.  Você vai se convencendo daquilo e convence os outros. Então silêncio!

Sei que tenho muitos anos. Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha, não. Você acha que eu sou?

Posso dizer que eu sou a terra e nada mais quero ser. Filha dessa abençoada terra de Goiás.

Convoco os velhos como eu, ou mais velhos que eu, para exercerem seus direitos. Sei que alguém vai ter que me enterrar, mas eu não vou fazer isso comigo.

Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.

O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade. Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança. 

Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor. Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.

Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir."



(Viver Bem- Cora Coralina)

sábado, 21 de janeiro de 2012

Respire!

Dome sua fera, aprenda com seu Poder


Eu gosto de lembrar dessa história.
Dizem que Yoko Ono costumava enviar bilhetinhos para John Lennon com coisas simples escritas, do tipo 'Respire', 'Sorria', 'Sim'... coisas simples, mas que nos esquecemos de apreciar, saborear, vislumbrar.

Tenho percebido uma manifestação intensa de bailarinas procurando o seu lugar ao Sol, e muitas nem sempre com boas histórias para contar.

E vim aqui escrever um pouco sobre isso, meninas.

Eu sempre lembro as minhas alunas da canção maravilhosa do Gilberto Gil, em que ele diz: ''O melhor lugar do mundo é aqui e agora.''

Essencial para mantermos o foco e não nos deixar levar pela avalanche de informações e afazeres do dia a dia. Muitas vezes somos empurradas em meio a uma agenda em que tudo pede pressa, pra ontem, pra hoje e nos cobram ser perfeitas nos papéis sociais diversos (mãe, amiga, namorada, esposa, filha, nora, etc).

A mulher tem suas faces e está cada vez mais dificil conviver com todas elas sem precisar de ajuda de muletas emocionais (remédios, terapia, alcool, drogas, e quaisquer tipo de depedencia). Muitas adoecem em processos emocionais e outras, no físico - que nada mais é do que o sintoma de que algo muito errado acontece em nosso emocional.

Pare.

Respire.

Viva o AQUI e AGORA.

Yoko e John


Se você for para o trabalho pensando na aula ou no show, se estiver no show e pensar na janta por fazer ou no relatório para entregar, enfim, você não vive nem um nem outro momento.
Aquiete-se. Permita-se viver o que cada situação demanda.

Preocupe-se menos com a foto e viva o momento.
(Já repararam como todo mundo anda fotografando tudo e colocando nas redes sociais? tudo vira uma sessão de fotos, posada e pensada. Cadê a alegria genuína? ESQUEÇA DA FOTO E VIVA O MOMENTO!

E lembre-se de que a vida segue, e é cheia de altos e baixos, é MOVIMENTO!

ENTREGUE-SE!

Não lamente...aprenda a viver com  o que ela lhe dá e faça uso do nosso maior feitiço: o poder de escolha.


Qual escolha você vai fazer?


Ficar reclamando e sofrendo com a situação, ou escolher aprender com ela e torná-la uma experiência única?

Vamos juntas aprendendo com o que a vida nos traz!
Muitas vezes colhemos o que plantamos, mas muitas colheitas também são resultados de nossas ações ocasionais - as vezes nem foi você quem plantou, mas algum amigo ou companheiro próximo e, por consequencia, sobrou pra você!

Pensemos nisso....


beijo todas,

Lu

:)

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

(RE) Começa a loucura

Janeiro chega trazendo a realidade imutável: acabaram-se as festas, o peso aumentou, é tempo de começar a tentar cumprir as promessas de ano novo.
Tempo das mesmas manchetes: enchentes, alagamento, desmoronamento - até chegar o Carnaval, porque aí minha filha, não importa quantas almas a chuva levou, tudo vira festa.

Recomeçam a pipocar os mailings divulgando cursos de férias, workshops, horários e programas de academias de dança do ventre pelo Brasil afora.

E a sensação é de que novidades que irão mudar a nossa vida de bailarina se dissolve ao ver que na verdade é tudo a mesma coisa, é apenas o ciclo se repetindo.

As pessoas mudam apenas os nomes, a duração do curso, inserem uma modalidade de outra dança e a coisa caminha.

Agora é preciso dar cheques até no momento da matricula, parece que esfregam em nossa casa 'inadimplente'. Quanto mais longo o curso, mais cheques você deve dar. E há os que ainda só dão o certificado se você conseguir uma boa nota - independente de você pagar o curso regular.

E você ainda corre o risco de ter outra professora dando a aula em alguns períodos.

É, pessoas.
A arte virou comércio já faz tempo.

Mas não precisava ser assim né, um 'mercadim' tão xinfrim.



quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O que vamos aprontar esse final de ano?

Olho esse calendário e mal posso acreditar que Outubro chegou.

Parece que foi ontem, ainda Novembro de 2010, quando eu descobri que estava grávida e praticamente vi minha vida congelar, cheia de medos e aflição por uma agenda de trabalho a cumprir com Dança e Psicologia.

Olha só a vida em movimento. Cá estamos em Outubro e eu finalizando os preparativos para a 9ª - NONA - edição da Mostra de Dança, da minha Cia 'A Bailarina', vendo dia a dia minha filha crescer sob meus olhos e conseguindo dar conta de tudo!


Minha filha Salomé, já com 3 meses


Esse ano o tema do meu evento é o mais 'batido' ever: ''Harém.''
Quando me vi grávida, foi a primeira coisa que pensei: como preparar a próxima mostra? Aí decidi simplificar o tema e contar com a ajuda da minha equipe valiosa de alunas e professoras.

De 18 números, somente 3 foram feitos por mim. O restante é criação do meu grupo fantástico de alunas e professoras. As músicas fui em quem escolhi, mas toda a criação foi feita por elas, eu apenas aprovando ou desaprovando trajes e detalhes coreográficos.

É o primeiro evento que tem tão pouco de mim, mas ao mesmo tempo, tem tanto.
Cada aluna e professora foi uma semente plantada em solo fértil, pelas minhas próprias 'mãos'. E fico imensamente feliz por ter chegado a esse ponto de entrega, saber delegar e , acima de tudo, confiar na minha trupe.


Eu, alunas e professoras, há algumas semanas. Confiança e entrega!

Fiz uma história sobre uma moça que queria fazer parte do Harém.
Contextualizei o harém numa fictícia cidade do Egito e assim vai desenrolar-se a história da 9ª edição, com muito balady, folclore, misturas modernas e performances. 
E eu, voltando a dançar depois de gerar minha filha, um momento que sei: vai ser emocionante! 
Ainda não consegui definir minha música (aceito sugestões!) pois nada se assemelha musicalmente, a esse momento. Mas sei que vou encontrar.

E assim será o evento, numa Sexta-feira, dia 02 de Dezembro, no Guararapes Clube, com entrada franca.
Não será no antigo teatro, porque está em reformas. Mas irei seguir meu ritual e varrer o palco instantes antes de abrirem as portas ao público.

Em breve estarei em São Paulo lançando meu livro, e se tudo der certo, participando do evento Vida, da minha amiga querida Harah.

E a vida, segue.
Vida é movimento.

Que bom ter vocês por aqui compartilhando tudo isso comigo.

Eu posso sentir a energia de todos vocês e sou grata, por tudo.

Nos encontramos pelo caminho...

Essas flores, são para você!


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Desabafo - Vacinas e Reações

Enviei mail para a ANVISA e para o Conselho Federal de Psicologia.
 Agora é esperar, embora tenha quase certeza de que não vai dar em nada, mas não consigo ver minha filha sofrendo tanto com as reações da vacina e médicos dizendo 'é um mal necessário.'
 Basta dar um Google em 'reações vacina' principalmente a Tetra e é possivel constatar que raros mesmo, são os casos que Não tem reação! Minha filha não é um chipanzé de laboratório, é ser humano.
 Quero saber porque não fazem vacinas com menos efeitos colaterais.
 Estão acompanhando os danos psicológicos pelos quais essas crianças vêm sendo submetidas mensalmente, desde que saem do útero?
 Na gestação nos proíbem de tomar até aspirina, mas basta nascer os pequeninos tem a cumprir um calendário de mais de 40 vacinas, em 10 anos.
 Vacinas são importantes e necessárias, porém é preciso atentar para o fato das reações terríveis as que nossos filhos são submetidos. Quero explicações sim, não vou me calar e engolir que 'é normal'.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Sorteio

ATENÇÃO

Pessoal, o post sobre o sorteio foi retirado por minha culpa e lapso total.
DESCULPAS!

Só hoje, dia 23 é que vi o post - que venceu dia 17 - e me dei conta que não tenho como agilizar o prometido no sorteio (viagem e hospedagem, aula particular e assistir ao evento) por uma razão: estrutura e tempo.

Não vou culpabilizar o fato de ser mamãe e não ter babá, mas a verdade é que a logística toda para desenvolver o sorteio como deveria ser foi por água abaixo, devido aos inúmeros compromissos que surgiram em meu trabalho como Psicóloga, por conta de meu retorno ao mesmo - fim da licença maternidade.

Algo que nem eu nem vocês poderíamos prever!

Ao invés de fazer tudo às pressas e ser uma péssima anfitriã, decidi cancelar o sorteio.

MAS

Os participantes abaixo que se inscreveram não serão prejudicados: irei enviar um dvd do meu evento  sem custo algum assim  que o mesmo ficar pronto.

Espero que compreendam e desculpem-me.

Novos sorteios virão, mas dessa vez de acordo com minha realidade de mãe, Psicóloga e Bailarina.

beijo todos,

Lu

23/11/2011

*encerram-se nessa data os comentários para participação. Apenas 8 registrados.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

ATENÇÃO



Em virtude de Direitos Autorais, alguns artigos foram removidos deste blog.
Meus próprios artigos, é preciso deixar claro.
Os direitos estão em processo de finalização no EDA e ISBN para minha própria proteção.

Todos os artigos estarão no livro 'Cartas de uma Bailarina', a ser lançado ainda este ano 
- EM BREVE!

E já estou averiguando  - junto com advogados - após denúncia,  o conteúdo de um workshop sobre 'Giros' cuja bailarina e o renomado estúdio no qual o mesmo irá ocorrer talvez tenha utilizado dos conteúdos de meu artigo anteriormente descrito neste blog.

Peço às leitoras que compreendam e desculpem-me. Para mim, este canal deveria ser sempre aberto, mas infelizmente pessoas de má fé e falta de ética não o utilizam a contento.

Na seção artigos, ficam então, os traduzidos e DEVIDAMENTE autorizados pelas autoras, além de outros artigos MEUS importantes no dia a dia das bailarinas.

Em breve e com todos os direitos reconhecidos, todo o acervo estará disponível no meu livro.

E para os mau intencionados, um aviso: todo o conteudo deste Blog e do Site já estão em processo de registro no Escritório de Direitos Autorais nacional. Portanto, plagiou, aplique-se a Lei!


ps: o livro trará artigos do site, blog e inéditos. temáticas sobre: 
Para Mulheres- Conduta - Primeiros Passos - Variedades em Dança e Embasamento Teórico.


Quem se interessar, ja pode efetuar reserva do exemplar no preço promocional. O livro será lançado aqui em Guararapes e TAMBÉM EM SÃO PAULO, na Cafeteria Khan el Khalili. Não perca!

Quer reservar seu exemplar? Me escreva: arrudaluciana@yahoo.com.br

Obrigada,
Lu

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Unbroken



"E mesmo sorrindo por ai, cada um sabe a falta que o outro faz. 
Nunca mais se viram, nunca mais se tocaram e nunca mais serão os mesmos. 
É fácil porque os dias passam rápidos demais, é dificil porque o sentimento fica, vai ficando e permanece dentro deles. 
E todos os dias eles se perguntam o que fazer. 
E imaginam os abraços, as noites com dores nas costas esquecidas pelo primeiro sorriso do outro. 
E que no momento certo se reencontrem e que nada, nada seja por acaso." 
( Caio Fernando Abreu )


terça-feira, 14 de junho de 2011

''Gastar-se como uma Vela''...

Nesse Domingo, dia 12, promovi o workshop com Aziza-Mor em Guararapes-SP, no meu estúdio Mosaico das Artes.
Foi a primeira vez que uma bailarina da Khan el Khalili pisava em solo da região Noroeste do estado de SP.
(já tivemos Carlla Sillveira em uma cidade vizinha, mas ela já não pertencia ao quadro da casa.)

Foram 3 meses entre o primeiro contato e a realização do curso.
Turma fechada, vagas esgotadas.
Ser organizadora e anfitriã;bailarina e aluna; grávida de 8 meses.

Tudo deu certo, foi sucesso.
As pessoas brincam com meu jeito virginiano de ser, mas agradeço á ele pela marca registrada de tudo o que faço: organização, detalhes.

Abrir as portas do meu estúdio - que tem apenas dois anos de funcionamento - para bailarinas de cidades da região, a própria Aziza (que de 'estrela' não tem nada, chegou querendo comer pão na chapa, ficou feito criança com os presentes, fez amizades com alunas e demonstrou que merece estar onde está - foi tudo inovador, desafiador e, ufa! recompensador.

Não posso mentir: não deu taaanto trabalho assim.
A confiança nas minhas escolhas e a experiência que viagens e cursos me trouxeram facilitaram.. Foi só tratar as participantes como eu gostaria de ser tratada e me colocar no lugar da professora, como muitas vezes fui em workhops pelas Oficinas Culturais.
A naturalidade e humildade da Aziza colaboraram em muito, cujas únicas exigências na contratação foram: água disponível e cautela no uso das imagens.

Claro que a ajuda do meu marido aliviou meu stress, mas também a participação do meu grupo de alunas e professoras me fez orgulhosa ao extremo.
Como disse uma delas ao final (Marina sempre me surpreendendo): ''Obrigada por tudo que me ensinou, eu estou tranquila porque sei que o que aprendi não só nas aulas, mas com o seu bom senso, eu posso fazer aulas aqui, na Khan el Khalili, em Nova York ou qualquer lugar do mundo que sei que não vou pagar mico, vou saber me comportar e qual o meu lugar.''

Isso valeu tudo, para mim.
Não há coisa melhor do que ver sementes germinando.


A experiência foi excelente, e já temos duas novas estrelas a despontar por aqui em 2012:
Kahina e Suheil.


Me permiti chorar apenas quando deixei Aziza no aeroporto, e dei o último abraço de despedida.
Só eu sei o quanto foram significativas aquelas lágrimas.

Uma etapa foi vencida e, finalmente, uma couraça dentro de mim se quebrou.
O fato de ser do 'interiooorrrr' não me coloca abaixo de ninguém.
Não 'nos' coloca, digo isso em nome de todas nós, bellydancers que vivem suas lutas diárias e gastam suas finanças à procura de aulas, cursos e orientações nos grandes centros.

Estou satisfeita e realizada por trazer as referências dos grandes centros até nós.
Abri uma porta.
Movimentei cidades, pessoas, comércio local.
Fiz novas amigas e contatos com bellydancers da região.
Fiz inveja também, de gente que ao invés de somar, preferiu ficar de fora 'gorando' tudo.
Mas eis que toda boa ação sempre retorna, e por isso o sucesso foi absoluto.





Dei um primeiro passo e torço para demais academias e bellydancers seguirem, ousarem, participarem.



Quando cheguei em casa e lembrei-me que foi o primeiro fim de semana que não havia descansado nem cinco minutos, e minha barriga estava duríssima em contrações, dei um sorriso satisfeitíssimo. Era uma pausa merecida e bem sucedida.

E na Segunda, dia 13, fui mostrar uma das faces do sagrado para minha filha Salomé, ainda na barriga: fomos à missa de celebração ao dia de Antônio, o santo a quem admiro e respeito.
E ali, no meio da multidão, após acalmar a dança de Salomé dentro de mim enquanto os sinos tocavam, a voz do Padre Amauri ecoava com força em minha alma, lembrando do exemplo do Santo que, também como eu em minha porção pequenina e humana, foi incansável:

''Gastar-se como uma vela, iluminando à todos em prol de algo maior.''

Seja feita a Tua vontade...


Eu sigo!




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Fotos do workshop com Aziza em meu perfil no Facebook e Orkut
Vídeos no canal do meu estúdio: http://www.youtube.com/mosaicodasartes 

terça-feira, 7 de junho de 2011

De onde viemos - para onde vamos?







PONTO 1:

TAKSIM = FOLCLORE.

?
No dvd recém lançado de Lulu:
Aparece o título ''folclore'', ''taksim'' e na sequência uma bailarina executando uma dança.
A bailarina em questão é uma das mais sensuais que ja vi na vida, ela é linda e tem quadris potentes, ja a vi inumeras vezes ao vivo e em vídeos e, confesso, achei a escolha mal sucedida, porque para mim, tudo nela - desde o make, até o traje e expressões NÃO TRAZEM a leveza e instrospecção que um taksim pede. ponto.

Fiquei esperando a explicação da Lulu sobre o taksim, sobre o porquê do 'taksim' ser considerado uma 'dança' e folclórica - nunca havia lido isso até então!
Mas aí...nada!
A dança acaba e simplesmente aparecem outras danças, sem explicação nem nada e corta para um solo final da Lulu.

Eu voltei várias vezes o dvd e cheguei a comprar outro exemplar, pensando que o meu estava com defeito, juro. Fiquei esperando até mesmo uma explicação do tipo: ''saiba mais sobre essas danças do folclore no próximo dvd'', algo assim, mas nada.

Aí, terminei o dvd e fui ler a revista: ALÍVIO! 


Ali,na revista, Lulu explica num texto o significado do Taksim e menciona: '' o taksim não é necessariamente classificado como folclore''. E tem mais alguns conceitos bem definidos, que não vou transcrever por direitos autorais, por isso sugiro que comprem a revista.
Pronto, bagunça arrumada!

Só que fiquei pensando: e quem não ler atentamente a revista? ou, como muitas que não encontraram o dvd nas bancas - por mais que digam que foi lançado em todo o Brasil, recebi dezenas de mails procurando a revista - e já senti que será um dos itens mais pirateados do mercado esse ano, o dvd.
Aí a pessoa vê o dvd, não lê a revista com as demais explicações, e sai por aí acreditando e reproduzindo taksim como dança folclórica.

O que é visual e movimenta-se, vem pronto, causo impacto e absorvemos melhor. 
Porque a falta de capricho em explicar, como na revista, o conceito em vídeo?

Eu não sei se haverá um número dois, um dvd só de folclore, não sei mesmo, isso não é dito, mas eu acredito que sim pelas fotos da revista e fico ansiosa esperando.

Há de se ter cuidado SEMPRE com nossa dança.

Volta e meia nos encontramos em debates exaustivos tentando encontrar definições, nomenclatura, estilos, fusões, traduções e fontes de pesquisa.

PONTO 2

A DANÇA E OS CHAKRAS

Um assunto originalmente oriental, com funções da medicina alternativa e equilíbrio energético que virou módulo de curso de formação em Dança do Ventre.
Aguardo mais orientações, porque estou tentando entender até agora onde meu shimmie e chackra sacral se 'encaixam' para passar nos critérios da Banca da Pré-Seleção.

PONTO 3

A DANÇA DA DEUSA 

Ainda há textos e convicções acerca da Deusa presente em nossa Dança.

Um grupo do Multiply recentemente me adicionou e cotou uma palestra sobre a Deusa num encontro de dança - a ser feito - que une estudos de quadril, técnicas de deslocamento e palestra sobre o ventre criativo - e queriam que eu falasse sobre a Deusa.
Declinei o convite. Fato.

Quem estudar Antropologia vai encontrar referências que a Dança (não importa a modalidade, mas a dança 'original') teve sua função primordial de comunicação e, somente depois, passou a ser utilizada com outros objetivos, entre eles o sagrado (celebração, ritos de guerra, sedução, casamento, etc).
Com o som nasceu o gesto, e ambos primavam apenas por um objetivo: fazer-se entender, comunicar-se.

(você pode encontrar mais referências e dicas de pesquisa ao final desse texto)

Para mim, é claro o fato de: em aula, não misturar estações. senão vira culto. batismo.seita.

Sim, a dança do ventre tem seu caráter místico, devocional, mas também é Arte, migrou para escolas acadêmicas, teve sua imersão no ballet ocidental e demais modalidades de dança e atualmente é esse mix - cuja fagulha de mitologia da Deusa é apenas uma parte, e não o todo.


Não renego a Deusa, nem mitologia pagã nem nada disso, ENTENDAM BEM.


O que gosto é de definir cada qual em seu lugar, momento e hora.
Como fica dar aula de dança do ventre e falar da deusa?
:/

Não consigo 'unir' esses conceitos enquanto estudo deslocamentos, breaks, acentos, arabesques e ofertar tudo à deusa.
Enquanto pago fortunas em aulas particulares e workshops de aperfeiçoamento.
Desculpem-me.

Acredito na nossa arte, não a compreendo até hoje teoricamente falando - e acredito que isso não vá acontecer tão cedo - e vi muitas nuances nos livros e no dia a dia, principalmente depois da temporada de quase 40 dias na India- país no qual a dança pulsa nas veias de tudo e todos, com seus significados e deuses diversos e me ensinou coisas que jamais livro algum ensinou. Aliás: nunca vi o artista ser tão bem tratado como lá.

É preciso estabelecer uma 'linha' de conduta e foco: Arte, Misticismo ou apenas Dança?
Cada uma escolhe o seu.

Mas depois não reclamem de ver gente dançando Shakira no SBT e dizendo que é Dança do Ventre; não reclame da falta de critério em concursos e mostras; não reclame da fala de nomenclatura e definições de estilos, ritmos e fusões; não reclame do dono do restaurante que paga um cachê mísero para você dançar descalça no chão molhado de cerveja; não reclame das briguinhas e fãs- clubes no meio virtual.


Não me escreva comentários agressivos ou anônimos defendendo pontos de vista sem fundamentação; não poste vídeos de colegas dançando e acabando com suas performances sem referência alguma.


Sejamos livres então, de acordo com nossas escolhas - fundamentadas ou não.

Daqui a pouco teremos concursos com categorias: melhor culto à Deusa?

Se a gente não estuda, não se posiciona e escolhe o caminho, tudo fica sujeito à tudo.
E eu NÃO gosto, não escolho esse caminho abarrotado de diz que me diz, por maior que quem diga seja mestre ou ícone.

Somos todas humanas, apenas tentando dançar, porém algumas querem ouros caminhos, sejam pelo místico, racional ou sensual, não como acatar apenas um e eleger como certo - não enquanto AINDA se diverge tanto, sobre tudo. Uma hora pode, outra não pode.

Cansei.

Escolho o meu caminho de pesquisa, estudo, arte e sigo.
Torcendo pra tudo dar certo para todas nós.

HOJE vivemos em um tempo em que a dança é comercial também, há academias, métodos, curso de formação,concursos e até uma linha de sapatos (da Esmeralda LINDA!) pensando em anatomia e funcionalidade.
Dá pra colocar a Deusa junto disso tudo?
Cá pra nós: eu acho é um desrespeito com ELA.
Ela merece seu lugar de destaque, seja no altar, em nosso coração e alma, mas não espremida nesse meio todo de conceitos -e pré-conceitos - da dança do ventre.

#prontofalei.

É chegado o tempo de deixar o véu de Isis cair e encarar: nossa ARTE está perdida, infelizmente. Não há um arcabouço teórico recomendável e tampouco confiável, ao menos não imutável.
Se vamos seguir é preciso entender desde JÁ: é o SEU CAMINHO, não funciona mais julgar o do outro e querer dizer quem está certo ou errado. Isso é feio, não existe e NINGUEM está apto a apontar qualquer VERDADE sobre a Dança doVentre.

***Em tempo:
Quer aliar conhecimento à sua dança? Estude, faça cursos de formação em:
- Dançaterapia
-Arteterapia
-Eutonia

Leia Laban, William Reich, Jung, Lucy Penna, Joseph Campbell, estude Cinesiologia, Anatomia, Bertazzo.
Depois a gente conversa mais.
Leia os artigos de Jasmin Jahal, Morocco e Farida - essas POR ENQUANTO mantém um padrão teórico irrefutável.

Depois de tudo isso, escolha o seu próprio caminho, e BOA SORTE.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O Amor ao Corpo


''Está errada a imagem vigente na nossa cultura do corpo exclusivamente como escultura.

O corpo não é de mármore. 

Não é essa a sua finalidade. 
A sua finalidade é a de proteger, conter, apoiar e atiçar o espírito e alma em seu interior, a de ser um repositório para as recordações, a de nos encher de sen­sações — ou seja, o supremo alimento da psique. É a de nos elevar e de nos impulsionar, de nos impregnar de sensações para provar que existimos, que estamos aqui, para nos dar uma ligação com a terra, para nos dar volume, peso.

O corpo é como um planeta. Ele é uma terra por si só.

Como qualquer paisagem, ele é vulnerável ao excesso de construções, a ser retalhado em lotes, a se ver isolado, esgotado e alijado do seu poder. A mulher mais selvagem não será facilmente in­fluenciada por tentativas de urbanização.

Para ela, as ques­tões não são de forma, mas de sensação.

O seio em todos os seus formatos tem a função de sentir e de amamentar. Ele ama­menta? Ele é sensível? Então é um seio bom.

Já os quadris são largos por um motivo. Dentro deles há um berço de marfim acetinado para a nova vida. Os quadris da mulher são estabilizadores para o corpo acima e abaixo de­les.

Eles são portais, são uma almofada opulenta, suportes para as mãos no amor, lugar para as crianças se esconderem.

As pernas foram feitas para nos levar, às vezes para nos empur­rar, elas são as roldanas que nos ajudam a subir; são o anulo, o anel que abraça o amado. Elas não podem ser criticadas por serem muito isso ou muito aquilo. Elas simplesmente são.

No corpo, não existe nada que "devesse ser" de algum jeito. 

A questão não está no tamanho, no formato ou na ida­de, nem mesmo no fato de ter tudo aos pares, pois algumas pessoas não têm. A questão selvagem está em saber se esse cor­po sente, se ele tem um vínculo adequado com o prazer, com o coração, com a alma, com o mundo selvagem. Ele tem ale­gria, felicidade? Ele consegue ao seu modo se movimentar, dan­çar, gingar, balançar, investir? É só isso o que importa.

A Mulher Selvagem aparece em muitos tamanhos, formas, cores e condições.

Mantenha-se alerta para poder reconhecer a alma selvagem em todos os seus inúmeros disfarces.''

*''Trecho de Mulheres que Correm com os Lobos'' - Clarissa Pinkola Estés





sábado, 28 de maio de 2011

Errata - O início da Dança do Ventre


Essa foto reflete o que mais amo na Dança: raízes, pertencer a algo, ser livre. Tudo ao mesmo tempo.
Foi tirada 
 pelo meu primo e fotógrafo IQ Perama, em um domingo feliz, numa fazenda centenária. (2008)


O MEU início.


É uma pergunta frequente nas entrevistas que concedo, sempre tem aquele momento: 'Quando você começou a dançar? O que te motivou?' e etc.
Eu sempre respondo - virginiana que sou - ao pé da letra: Ué, começo é começo! Então, sempre falo 'do ballet, da minha primeira professora, dos meus pais me levando para a matrícula' e tals.

Aí que hoje, sabe-se lá o porquê eu pensei:
 'Gente, mas e o MEU início na Dança do Ventre em específico?' e aí, pessoas... eu PRECISAVA fazer essa 'ERRATA' com post explicativo e  tudo para TENTAR corrigir um erro - omissão - dessa minha trajetória.

Minha vida de bailarina clássica começou aos 6,7 anos.

Mas minha vida de BELLYDANCER, começou beeem depois, aos 22 anos de idade, cerca de 12 anos atrás.
E foi muito ''por acaso''.
E foi providencial.
E foi o que me mostrou uma face da vida a qual eu sou muito grata e plena.
E, finalmente, foi pelas mãos DELA, uma grande AMIGA: a NÍVIA.

Na época eu morava em Bauru-SP por ocasião da Universidade e estava há um hiato sem dançar.
Eu dizia a mim mesma que estava velha pra voltar ao ballet- embora sentisse muita saudade - e não tinha como dar conta da vida acadêmica e de bailarina.

Até que tive uma somatização, dores constantes nos pés e tornozelos e minha terapeuta me dizendo:
 ''Volte a dançar!'' e enfins, pra resumir, um dia me aparece a NÍ falando que precisava fazer algo para não pirar naquele fim de semestre, que tinha lido sobre aulas gratuitas de dança do ventre no Teatro Municipal e que precisava de uma COMPANHIA.

A Ni está no meio, de pé. Camiseta branca e riso farto.

Queridos todos, a Nívia, apesar de nome que lembra creme hidratante, aquela coisa suave, meiga, leitosa é preciso dizer: a Ni, não tem NADA disso.

É uma mineira decidida e é a ÚNICA pessoa nesse mundo que consegue me convencer a fazer algo - mesmo quando não quero.
Sendo assim, nem adiantou reclamar ou adiar.

No dia e hora marcados, lá estava eu, em pleno Teatro Municipal de Bauru, totalmente sem ambiente, traje ou sem saber o que fazia ali - minto: eu estava fazendo a minha PRIMEIRA aula de Dança do Ventre - por causa da minha AMIGA.

Sim, estou de pé com o braço levantado. Obrigado Senhor pelo tempo ter sido gentil comigo.


Minha primeira professora de Dv - Grasiele - Bauru-SP


Era o período entre 1999 e 2000, estávamos terminando o bacharelado em Psicologia, todas perdidas naquela sensação do que virá e eu ali, olhando para o espelho absolutamente encantada com as minhas mãos fazendo floreios no aquecimento, com a música (era um cd que vinha na Revista da Khan el Khalili, acho, com Shahar na capa) e eu me 'descobri' naquela sala com gente desconhecida, com uma professora graciosa e meio maluquinha.

Minha amiga, decidida como sempre já foi logo dizendo: 'Isso não é pra mim, não tenho jeito e não tenho paciência para aprender, fica você na turma.'
E assim foi.

O depois, é o agora.

Continuei praticando, comecei a fazer workshops com Lulu, fui da sua primeira turma de Formação, depois workshops nos Festivais Luxor, Aulas Particulares na Khan el Khalili, me tornei Professora, fui contratada pelas Oficinas Culturais do Governo do Estado e comecei a rodar o interior do estado ministrando os meus próprios workshops, até culminar na viagem de imersão à India e Paris patrocinada pelo Rotary Internacional - com shows todas as noites e cursos, dancei para a Banca da Pré-Seleção da Khan el Khalili 2010 e cá estou.

Um dos meus shows na Índia - Raipur 2010


E tudo começou por causa dela, da Ni.

Hoje eu tenho CERTEZA de que não foi 'por acaso' - como o Universo quis nos fazer acreditar.
Ni foi um instrumento muito poderoso que me conduziu pelas mãos - e pela insistência - a trilhar um caminho que abriria muitas, mas MUITAS portas em minha vida.

E eu, gente, nunca a AGRADECI.
Nunca havia parado para pensar sobre isso, refletir ou me dar conta.
Tudo o que sou na dança, devo à ela.
Devo à você, minha AMIGA.

Ela esteve presente na minha primeira apresentação oficial, no Teatro, e estava toda babona, como se eu fosse a mais linda em cena.
Eu e Ni, em minha primeira 'apresentação' em meados de 2000

E ela moveu a família toda e esteve presente no momento tão importante para mim, quando dancei no Harém, por ocasião da Banca.

Meu momento, dançando no Harém -Khan el Khalili - 10 anos depois


E lá estava ela novamente: fez o marido filmar tudo, tirou fotos e ainda saiu falando para TODOS que eu era sua amiga, que eu era a mais linda e a que dançava melhor. 
E olha que teve Nesrine no show e quando eu a 'cutuquei' para ela parar de falar isso em voz alta, ela disse: ''Essa Nesrine até que é bonita e dança bem, mas você é MAIS.''

Tem coisa melhor que amiga assim no mundo, gente?

Que dá colo, que incentiva, que se faz presente, que realmente se importa?

Adriano - marido da Ni, eu, a doce Luíza e Ni na grande noite, no Harém

Ela mora a 800km de mim.
Ela sabe que eu detesto falar ao telefone.

Mas ela sempre se fez presente no físico e no abstrato.

Me enviou presente quando eu me casei - e não a convidei, porque foi uma festa fechada para poucos amigos e familiares da minha cidade. Mas isso não a impediu de enviar o presente, não sem antes escrever uma série de recomendações à meu marido - que ela nem conhecia - para que ele fosse gentil comigo - senão iria ter briga, das boas.

Ela me enviou um postal - que tenho até hoje - quando viajou para a Irlanda.

Eu visitei 13 cidades da India e fiquei 04 dias em Paris e não trouxe nada para ela.

Sempre me convida para os aniversários da filha - e guarda as lembrancinhas para mim.

Sempre lê meu blog - mesmo não dançando mais - e opina sobre assuntos da nossa Arte, pelo prazer em aprender e se fazer interessada na minha vida.

Uma vez eu estava na correria de sempre, nos 'bate e volta' de cursos em São Paulo e ela me convenceu a visitá-la, apesar de eu falar do cansaço que é o dia após o curso intensivo do Habib - quem já fez sabe - mas quem fala não pra ela?

 E foi numa noite assim, tomando vinho e comendo pizza que eu vi como ela havia se tornado uma mulher maravilhosa, esposa, mãe e que sabia dirigir em São Paulo, um luxo.

E foi nessa mesma noite que ela me fez segurar sua filha - eu que, até então nem pensava em filhos, e quando pensava era louca por moleques atentados - saí de lá achando legal a idéia de ter uma filha, desde que fosse parecida com a filha da Ni, a doce, obediente e carismática Luíza.

E foi para a Ní que eu contei que ia ser mãe e ela vibrou, mais uma vez, como se isso fosse um acontecimento único, exclusivo e de suma importância desse mundo e de todas as outras galáxias do Universo.

Ni é assim, intensa pra tudo, pro bem e pro mal e eu sou muito privilegiada, sortuda mesmo, de ter sempre a sua melhor face e seu olhar mais doce e orgulhoso olhando em minha direção e meus atos.

Agora enquanto escrevo, me dei conta que não a convidei pro meu Chá de Bebê - mas ufa! tenho aqui ainda uma lembrancinha! - e não me sinto culpada nem envergonhada, porque sei que nem me lembrei de convidá-la porque tenho a cômoda e reconfortante sensação de saber e sentir que ela está sempre por perto, sempre próxima a mim, semrpre dentro de meu coração e alma.

Ni, você está presente em tudo, porque se fez presente.

Mesmo eu não retribuindo à altura e sendo tão desleixada, minha amiga, você ESCOLHEU me amar, me cuidar e torcer por mim.

Como te recompensar?

E isso é algo que eu não saberei jamais fazer, agradecer ou expressar.

Só queria que soubesse que EU SEI. NÃO ME ESQUECI. E AGRADEÇO.


EU TE AMO.


MUITO.



*que conste nos autos, entrevistas, Google e Biografia: 

O meu início na arte da Dança do Ventre foi por intermédio da minha AMIGA
Nivia Aparecida Gonçalves Masutti

O meu referencial de AMIZADE, também.


_______________________________________________

ps: Para quem quiser saber mais sobre a Ni, ela tem um blog lindo, que escreveu na ocasião da morte do Pai e se transformaram em cartas para a filha Luíza. Leia aqui.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Ventre (Re) Modelado



Foi-se o tempo em que nossa Arte era de raiz, exótica, misteriosa, sagrada e 'para todas.'
Hoje temos um mercado de dança, com um teor artístico e comercial além uma lista de itens que vão de selos e certificações à grandes espetáculos.

É um caminho sinuoso e requer escolhas. Há quem fique e não arrede o pé do conceito primordial de uma dança libertadora e opta por trilhar um caminho às margens do mercado, com corpo, padrões e dança que não necessariamente tem por critério a boa forma, os passos do ballet e as técnicas e fusões atuais.

Há quem se movimente com a onda e se enquadra nos novos padrões, produzindo e criando uma arte permeada de fusões e restrições alimentares, modelagens técnicas, emocionais,expressivas e corpóreas que parecem não ter fim.

Há a 'artista' do seu tempo, dos 'tempos atrás', dos 'tempos atuais' e a de 'tempo algum' que vira e mexe apresenta uma nova faceta, transformando-se com tendências quase como alguem que sofre transtornos de personalidade.

Enfim.

Tudo gira sempre em torno da mesma pergunta: qual caminho você quer seguir? o que a dança significa para você?

Dependendo de sua resposta, aí estão a gama de opções que você deverá seguir ou adaptar-se.

Não se enganem: para cada escolha, uma renúncia. Para cada ganho, uma perda. Para cada padrão assumido (sim, porque até quem diz 'não ter um padrão' tem sim senhor!) há um arcabouço de itens necessários para se manter.

E em meio a tudo isso,
Tenho visto transformações exageradas em nossas Divas, anônimas e bellydancers pelo mundão afora.

Plásticas, botox, silicone, lipo.
Me choquei ao ver uma foto de uma bailarina que admiro- facebook mudando o meu dia - em que fica claro a abdominoplastia mal sucecida, capaz de deixar transparecer em uma foto de perfil - infeliz clique - todas as suturas e ligamentos da 'nova barriga' que pretende fingir que não pariu lindos filhos e nem que a idade chegou.



Precisa tanto?
ps: não é essa foto, essa é do google, só pra ilustrar.

É visível a mudança na dança das que se submeteram a intervenções cirúrgicas. Musculatura muda, a postura também. Ondulações, shimmies, algo demonstra estar contido, endurecido, diferente.

Até que ponto a intervenção cirúrgica vem atender a exigência do mercado ou ao ego que quer ser jovem para sempre?

Sou muito a favor da plástica pelo bem estar, mas jamais pelo 'causar mal estar'.

Me pego pensando se um dia cairei em minha própria teia e farei o que hoje condeno.

Mas isso não me impede de lembrar das Divas de tempos passados, que continuam encantando naturalmente ou, ainda que artificialmente, souberam dosar e ainda é possível reconhecê-las em meio às plastificações.

Quem deve ser eterna é a Arte, senhoras e senhoritas...apenas a Arte...

sábado, 14 de maio de 2011

Meu lado 'pessoa'






* Atendendo a pedidos de Camila Soares - Campo Grande


Sobre gratidão
É o que faria do mundo um lugar bem melhor, se todos fossem gratos. Isso é o que move minha vida: saber ser grata a tudo e a todos.

Ser casada – seu marido
Eu sou fã do meu casamento, adoro estar casada. Quando digo ‘meu casamento’ é porque sei bem que não há regra ou receita, que no meu caso funciona porque é o ‘meu’ casamento, com o marido certo. Meu marido é o vento sob minhas asas, sabe me amar e respeitar na medida ideal para que eu volte sempre, mesmo após meus vôos dessa vida de bailarina e psicóloga.

Trabalho
É o que me traz rendimentos financeiros e também paixão. Lembro que li em algum lugar que devemos amar o que fazemos e aí nunca precisaremos trabalhar. Acho que vivencio muito isso, tanto como Psicologa como Bailarina, é tudo tão gostoso de fazer que mesmo quando estou cansada, é motivador e recompensador.

Realizar eventos
Árduo, trabalhoso mas extremamente sublime. Não me imagino dançando apenas para eu mesma ou deixando o talento das minhas alunas escondidos em sala de aula. Adoro um evento, um espetáculo, uma super produção.

O que é agradável para você
Ver alguém fazendo uma boa ação, receber o carinho e a gratidão das pessoas. Gente agradável é aquela que respeita meus horários, minha rotina e compreender minhas prioridades. Nossa, isso não é só agradável, mas essencial.

Já sofreu algum tipo preconceito? Como lidar?
Ah, já. Nasci loira né?! No decorrer da minha vida fiz escolhas típicas para me tornar um alvo de pré-conceito: bailarina de dança do ventre, tatuagens, vegetariana, casada com músico, adepta de todas as religiões, efusiva. Aprendi a lidar sem estresse, afinal se eu for brigar teria que brigar com o mundo, pois sou ‘minoria’ em nosso ‘padrão de sociedade’. As vezes magoa, dói, eu sinto a tristeza e deixo ela ir embora depois, vou seguindo.

O que é desagradável para você
Ver gente reclamona, que não avança, que só tem energia pras coisas negativas. Também é desagradável pessoas que não sabem respeitar os limites da convivência e repetem seus erros, mesmo quando sinalizados. Não tenho muita paciência pra isso.

Diferenças
Infelizmente existem. Serviço publico e privado, quem tem referencias e quem não tem, dinheiro versus pobreza, informação e ignorância. Uma tristeza.

Sem miséria
Hum... quando cozinho, não tem miséria! Rs... geralmente faço comida para um batalhão e acabo chamando os amigos pra compartilhar. Quando faço algo, sempre dou um passo a mais, uma milha a mais. Mas a situação que mais ilustra isso é realmente quando cozinho. E quando como também...rs

Equipe
Depois de vários anos, encontrei uma equipe para trabalhar em meu estúdio e Cia de Dança que tem me deixado muito orgulhosa e tranqüila. É maravilhoso ter sucessoras e poder delegar, confiando que o resultado será impecável.

Medos
Não sou de muitos medos, não medos concretos. Meu medo é abstrato, coisas como escuro, fantasmas, sei lá. Acho que um medo concreto é o de aranhas, é meio que uma fobia.

Se fosse personagem de um filme e um livro, quem seria?
Livro:  a Catherine, musa de Heathcliff. Toda vez que leio me reconheço em sua personalidade. Filme:  Gilda Bessé, é um personagem que foi interpretado pela Charlize Theron em um filme antigo, não muito famoso e que não agradou muito ao publico e critica foi traduzido como 'Três Vidas e Um Destino'; e poucas pessoas entenderiam essa minha escolha, mas enfim, posso resumir dizendo que é devido a intensidade dessa mulher chamada Gilda, sua característica em fazer o que tem vontade, enfrentar as conseqüências e seguir, mesmo sozinha.

Uma coisa que ninguém sabe sobre você...
Hum...  sou muito espontânea e transparente, acho difícil não saberem algo de mim... mas é, de fato também tenho meus mistérios acho que todos tem não é?!  Talvez algo que não saibam ou não imaginem é que eu adoro a vida simples e natural, e sou muito moleca, bem 'joselita' mesmo. Estou sempre fazendo piadas ou pegadinhas com meus amigos e familiares. Tenho horta em minha casa, adoro ficar descalça no jardim, rolar no chão brincando com minhas cachorras e gosto de comer muito, quanto mais simples a comida, melhor. Tipo arroz com feijão, polenta, ovo, salada de tomate... pequenas coisas me fazem muito feliz. Sou capaz de passar o dia usando um pijama velho ou uma camiseta do marido, e as vezes ao invés de hidratante eu uso mel. rs...coisas minhas.

Dia ou noite?
Madrugada.

O que queria ser quando criança?
Olha que barato, no inicio eu queria ser veterinária, até descobrir que teria que cortar e operar animais. Aí me lembro que achava o maximo ser bioquímica, lembro que a primeira vez que li a embalagam de um remédio e vi escrito ‘’químico responsavel’ e o nome do bioquímico ou farmacêutico, eu achei um luxo, pensei: ‘uau, quero ser isso, quero que as pessoas vejam meu nome estampado nos rótulos do mundo!’ rs... depois passou, e hoje brinco que o emprego dos meus sonhos seria patinadora artística ou bibliotecária.

O que faz de melhor?
Ih, não sei... sempre me cobro tanto, me pergunto se acerto, se deixei alguém orgulhoso. Sou virginiana né?! Difícil saber. Desculpa essa eu vou ficar devendo.

Prato que não dispensa?
Então... rs eu adoro comer né, já falei aqui... mas se você me convidar pra jantar e tiver pizza, eu jamais vou negar, tenha certeza.Pizza para mim é a melhor invenção da gastronomia! Rs

Último item de consumo...
O rímel ‘Super Shok’ da Avon, é o único que uso e não me dá alergia ele é realmente ótimo! Foi a coisa mais recente que comprei.

Tem algum vício?
Ouvir musica, todos os dias.

Uma paisagem inesquecível...
Taj Mahal, em Agra, India.

Último livro que leu?
‘Slam’ de Nick Hornby

Uma lembrança da infância...
Ah, a casa da minha vó e nossas aventuras. Eu subia em árvore, fazia ‘bolos’ de barro, e ficava observando ela lidar com a horta, fazer benzimentos, era um mundo mágico.

A musica que não sai do seu Ipod e o cd que está no seu player
Rá, não tenho Ipod! Mas no meu bom e velho Mp3 tenho escutado muito ‘Aurélio e Seus Cometas’, minha nova banda favorita. E  o cd que está sempre no meu player é do Ray Charles, tenho vários.

Qual foi a última vez que chorou?
Hoje! Fui visitar uma amiga que teve um bebezinho, e quando vi o vídeo dela olhando a criança pela primeira vez me emocionei muito. É uma conexão instantânea, ao menos foi naquele instante, e fiquei pensando como será esse momento quando minha filha chegar.

Exótica ou Discreta
Adoraria ser discreta. Eu tento. Mas tenho um jeito de ser e vestir que refletem o que poderia ser chamado de um certo 'exotismo'. Uso casquetes coloridos pela manhã, adoro cores nas unhas, tenho sempre um acessório que 'brilha' rs... vou ilustrar com a foto do meu chapéu que uso pra mexer no jardim, é sempre uma tiração de sarro quando coloco, eu paguei baratinho na net e eu adoro! rs

Amor ou sexo?
Os dois! Sempre!

Esquisita
Eu detesto falar ao telefone. Quando me ligam eu geralmente sou muito seca, não sei como agir, acabo causando uma péssima impressão. Mas é timidez, juro. Entao eu geralmente nunca atendo o telefone, nem o celular. Alias no momento tenho um celular que só meu marido e minha família sabem o numero, mas telefone é algo realmente difícil pra mim.

Pra Conquistar a Amizade
É tão fácil! rs... uma boa conversa sobre idéias e arte; um bom convite pra comer algo; um silencio que não incomoda, um presentinho ou bilhete. Como disse, as coisas simples da vida. Mas por favor, bilhete sem erro de português, errar o português é broxante! rs eu troco cartas com algumas amigas até hoje e sou dessas que adora deixar bilhetinhos para quem amo.

Flores ou bombons?
Ambos! Flores amarelas, de preferência a flor chamada  ‘rosa’, a 'rosa' amarela é minha preferida. Bombons com avelã ou chocolate meio amargo. Adoro!